Política

Grupo filiado ao partido Rede Sustentabilidade pede que Justiça proíba Doria de receber doações de empresas

Um grupinho formado por quatro moradores da capital paulista entrou com uma ação popular nesta sexta (10) no Tribunal de Justiça de São Paulo com um pedido de liminar para que a Prefeitura, seja impedida de continuar recebendo doações de empresas privadas.

Os autores desta ação questionam a legalidade das doações, e levantam dúvidas sobre a relação entre o poder público e os empresários.

“Da pintura de pontes à entrega de automóveis, da poda de árvores à instalação de lâmpadas e azulejos ou de serviços de limpeza à entrega de medicamentos, doações empresariais (seja em serviços, seja em produtos) é artigo que não tem faltado na prateleira da Municipalidade”, afirma o documento.

Porém a prefeitura vem trabalhando com transparência e todos os procedimentos e doações são publicados no “Diário Oficial”.

O prefeito João Doria afirma que as doações são um “gesto de cidadania” e que não há trocas com a prefeitura.

O grupo que move o processo é formado pelo empresário Allen Ferraudo, o assistente jurídico Luiz Rogério da Silva, o sociólogo Marcelo Ferraro e a advogada Renata Vieira Silva e Sousa. Eles argumentam dizendo que não existe o conceito de “empresa cidadã” na relação com o poder público, já que elas têm o lucro como objetivo e possuem interesses.

O grupo ainda diz que algumas das empresas doadoras mantêm contratos de prestação de serviço, disputas jurídicas e dívidas com o município de São Paulo.

Mas o caso ainda será julgado pelo Tribunal de Justiça.

Lembrando que os autores do processo são filiados ao partido Rede Sustentabilidade. E é o mesmo grupo já havia entrado na justiça em fevereiro, por causa dos grafites. Até chegaram a ter uma vitória passageira já que a liminar que impedia a prefeitura de apagar os grafites sem a autorização do Conpresp (conselho municipal do patrimônio) foi derrubada dias depois.

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