Política

O que a morte da D. Marisa Letícia nos ensina?

Há pouco os médicos do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, divulgaram a morte cerebral da ex Primeira Dama, Dona Marisa.

Não demorou muito para começarem aparecer, nas redes sociais, inúmeros posts comemorando o ocorrido. Desejar ou comemorar a morte de alguém é um ato gravíssimo. Seja de cunho religioso ou social.

Por outro lado, aproveitar-se da situação para fazer panfletagem política é no mínimo, algo desprezível. E foi exatamente isso que o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem, 1/02/2017.

Em um momento tão delicado, sua esposa ainda estava viva, porem em coma induzido na UTI. Um momento que qualquer pessoa normal, estaria no pé da cama ou na sala de espera, aguardando por uma notícia da esposa. Mas não, o Sr. Lula consegue enxergar oportunidade política em tudo e correu para falar em publico, que aliás ele gosta e faz muito bem. Lula falou há um pequeno grupo de pessoas que estavam apoiando a Dona Leticia, com cartazes e flores, que ela estava naquela situação por culpa do Sr. Sérgio Moro e a Operação Lava a Jato.

Só que ele (Lula), “esqueceu” de comentar, que Dona Marisa, além de ser uma fumante incondicional, teve um quadro de aneurisma há 10 anos atrás, e não se cuidou. Que mesmo em um quadro clínico delicado, também não se absteve do consumo de álcool.

Lula e um pequeno grupo de pessoas que foram homenagear D. Marisa

Não estou feliz com o ocorrido, e ninguém deveria estar. Mas o que conseguimos aprender com toda essa história? Eu só consigo enxergar que  os últimos anos de gooverno do PT, a população ficou mais dividida do que nunca. De um lado, a esquerda. Que sempre acreditou no discurso do governo e dos programas sociais. Do outro lado, todo o restante, que nunca acreditou, ou que deixou de acreditar em um governo que conseguiu jogar o país em uma crise que não estávamos mais acostumados a ver.

O fato é que precisamos mudar. Urgente.  Um país dividido, que vê a outra metade como rival, inimigo, e que ao menos pára pra pensar e refletir sobre os acontecimentos, está fardado à uma guerra civil. Não podemos nos tornar uma Síria.

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